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A comunicação da política monetária e o reexame da estratégia

O que os bancos centrais dizem pode afetar os mercados, a economia e a vida das pessoas. A comunicação do banco central passou a ser um instrumento de política nos últimos anos. O BCE necessita de ser entendido pelos mercados e pelos peritos, mas também pelo público em geral, para que as pessoas tenham confiança na instituição e nas suas políticas.

Em resultado do reexame da estratégia, o Conselho do BCE acordou em modernizar a sua comunicação da política monetária, a fim de chegar a um público mais vasto, e em tornar a interação com o público uma prática regular.

Por que razão abordámos a comunicação da política monetária no reexame da estratégia?

As palavras podem ter fortes efeitos

O que os bancos centrais dizem pode ter um enorme impacto nos mercados, na economia e na vida das pessoas. É por este motivo que os bancos centrais têm muito cuidado com a linguagem que utilizam.

A importância da credibilidade, clareza e coerência

Com vista a serem eficazes, os bancos centrais têm de ser credíveis e, para serem credíveis, têm de dizer o que fazem e de fazer o que dizem. A nossa comunicação precisa de oferecer clareza e coerência. Clareza não implica necessariamente mais comunicação. Demasiadas vozes, a falar ao mesmo tempo, poderão acabar por causar confusão. Clareza significa simplesmente que transmitimos uma mensagem clara sobre o que tencionamos fazer. Essa mensagem deve ser coerente e refletir‑se nas medidas que tomamos.

A comunicação é um importante instrumento de política monetária

Indicação de futuras medidas de política monetária

Dado que as palavras são tão importantes e podem ter efeitos reais na economia, a comunicação passou a ser um “instrumento” de política monetária. Por exemplo, indicando aos mercados a esperada trajetória futura das taxas de juro, podemos provocar uma alteração do preço dos empréstimos a empresas e particulares. É o que referimos como “indicações sobre a orientação futura da política monetária” (“forward guidance”, em inglês).

Estas servem para dar a conhecer as possíveis medidas de política monetária futuras. Os mercados utilizam essas indicações, a par de nova informação sobre a economia, para determinar se manteremos a trajetória anunciada, ou se é provável optarmos por outra em seguida. Desta forma, as nossas indicações reduzem a incerteza acerca do futuro.

Uma boa comunicação é inclusiva

Garantir que somos entendidos

Os bancos centrais, incluindo o BCE, comunicam muito com os mercados, os peritos e os meios de comunicação social especializados. Estes necessitam de informação muito precisa e, muitas vezes, complexa e técnica, que poderá não ser facilmente entendida pela maioria das pessoas.

Queremos comunicar melhor com as pessoas e as empresas, porque o seu comportamento é importante para a política monetária. A forma como gastam e investem hoje, e esperam que a economia evolua amanhã, pode afetar a nossa função de manter os preços estáveis.

A nossa comunicação ajuda as pessoas a entender melhor o que fazemos, o que também contribui para fomentar a confiança. Confiança significa que as pessoas confiam no que dizemos e fazemos, tornando a nossa política monetária mais eficaz. Contudo, não é só isso: a confiança é especialmente importante porque somos uma instituição independente. Precisamos de explicar em termos muito claros o que estamos a fazer para atingir o nosso objetivo, de modo a podermos ser responsabilizados perante as pessoas e os seus representantes eleitos.

Foi por este motivo que o Conselho do BCE acordou em modernizar a nossa comunicação e torná‑la mais acessível.

Como irá o BCE alterar a sua comunicação?

Nós escutamos

O reexame da estratégia proporcionou uma excelente oportunidade para refletir sobre a forma de melhorarmos a comunicação da política monetária aos mercados e ao público em geral.

Uma boa maneira de garantir que somos corretamente entendidos consiste em tornar a nossa comunicação num diálogo. Nos eventos de interação com o público durante o reexame da estratégia, escutámos e discutimos as preocupações da sociedade civil e das pessoas em geral.

Ouvir diretamente das pessoas as suas preocupações e o que esperam do banco central alargou a nossa perspetiva sobre o modo como conduzimos a política monetária. Por conseguinte, a interação com o público será uma prática regular na nossa comunicação. Aguardamos com expectativa a continuação do diálogo. Esperamos que os nossos interlocutores também.

Queremos explicar melhor

Envidaremos mais esforços para explicar a nossa política monetária numa linguagem menos técnica e mais acessível, com vista a que as pessoas entendam as nossas decisões e o que estas significam para as suas vidas. Tal ajudará a reforçar ainda mais a confiança das pessoas no que fazemos.

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